Minha ilustra no Minha Família na Escola

Na semana passada recebi o livreto com as redações vencedoras do Minha Família na Escola que 12 colegas e eu tivemos a honra de ilustrar (saiba mais sobre isso aqui: http://www.mundohq.com.br/site/detalhes.php?tipo=5&id=320) . O livro ficou muito bacana e vai eternizar o esforço das crianças de maneira criativa e que, com certeza, elas vão guardar pra sempre com muito carinho. Neste post, vou contar um pouco sobre a história da ilustração que fiz.

Fui sorteado para desenhar para o texto da menina Sabrina Bruschi dos Santos. li a redação na qual ela falava sobre a importância dos pais nos frutos que colhia no estudo, do amor destes pais dando apoio sempre. A imagem que me veio a mente foi a da menina fazendo lição e os pais ali, juntos com ela, e pensei em, de alguma forma, mostrar que esse amor da família envolvia, protegia os três.

O problema, porém, é que eu nunca vi a Sabrina. Não sabia se ela era loira, morena, ruiva, se tinha pele clara, escura, cor dos olhos, enfim. E achei chato desenhar uma criança genérica que poderia  não ter nada a ver com ela. A Feac também não tinha uma foto e ela não estava no Facebook (até porque crianças desta idade são vetadas no FB). Raios duplos!

Depois de muito pensar, tive a ideia de apelar para um traço mais mangá, para que os rostos não ficassem caracterizados com uma etinia, por exemplo. Minha filha estava estudando Romero Brito na escola e pensei em fazer uma “britagem”, ou seja, usar linhas para cortar o desenho e, em cada corte, daria uma característica diferente aos pais e à menina. Primeiro, então, fiz este desenho, já planejando onde as linhas iriam dividí-lo.

 

 

Na sequência, fiz um coração que enquadraria a cena, já com os cortes. Crianças, se forem fazer isso em casa não usem caneta de retroprojetor para reforçar as linhas, porque borra inclusive a folha de baixo (dãããã). Felizmente existe photoshop…

 

Na sequência, após tudo escaneado, apliquei um sobre o outro.

 

Ok, agora a parte mais divertida. Pintar o vitral. Ou “romerobritar”, se preferirem

 

Ainda faltava alguma coisa. Queria que a menina, que representa Sabrina, estivesse em primeiro plano, com os pais atrás. Com um efeito, fiz o coração “pulsar” e consegui o resultado que buscava:

 

Por fim, era preciso simbolizar que esse amor era o universo dela, era o que mais importava no universo. E assinar a ilustração, claro. O resultado final, que foi pro livro, ficou assim:

 

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